Sete a caminho dos Oito

15 03 2009

Estava aqui a pensar a volta que a minha vida tem dado. Uma paixão, que se torna num amor, que envaidece os protagonistas principais, E incómoda os que desta estória são personagens secundárias. Os sete meses foram marcados pela ousadia de quem não sabe o que quer e pelo sofrimento de quem vive a saudade intensamente, continuo assim à espera que venham mais meses, desta vez com uma angústia ainda maior de que não sabe o que está para vir, E de quem está para vir, de quem vai ser acrescentado neste estória, que papel terá, e como será acolhido. Acho que rezo a cada minuto para que tudo seja feito pela vontade e justiça de Deus, que me vai colocando os desafios mais marcantes de toda a minha vida. Desde à cinco/ seis anos para cá, vivo diáriamnete acontececimentos com uma intensidade que me devoradora. Neste coisa, que nunca foi relação, tudo mudou, passei os sete meses em casa a trabalhar e ele com a outra. Na verdae nunca percebi se voltaram, mas também não tem importância, ele não é pessoa para mim, nunca foi. Na verdade a caminho dos oito, mas tudo mudou…

(…)





As Estórias da Volta que o Tempo Dá

17 02 2009

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É a segunda vez que vou lá, ontem (sábado) foi à noite, e digo-vos que sozinha, não é local para voltar. A angústia é muita e muito grande, fico a olhar o mar e aquela passadeira e não vejo o que quero. Vejo duas sombras passadas que bebem vinho por uns copos pequenos, simples e baixos, que naquela altura pareciam uns copos de cristal, enormes, lindos e puros como o verdadeiro amor.

No que senti ontem, não há espaço para copos, nem para ver a garrafa de vinho, a uma força imensa de mar, que se sente no peito, com dor, com as dores que tenho tido que me imobilizam o braço esquerdo, mas que é a força dessa dor que me faz chorar. Apesar das lágrimas serem poucas. O mar é imenso e é ele que me enfrenta e que eu pergunto, o que fazer, não estou a aguentar tanto sofrimento.

Sinto-me capaz de mudar o mundo por amor, sinto-me capaz de tudo, mas no fundo tenho certeza que não quero ser infeliz. Luto todos os dias por uma felicidade imensa que tem tanta força como o mar do “super”.

É o que mais quero ter força de mar no inverno, saltar a areia, mas deixar que ela se mostre, e acima de tudo vencer.

Vencer uma felicidade que me consome de desejo,

De sentir e de ser amada e desejada como nunca fui.

A felicidade de ser eu mesma e de não deixar que me tratem como uma opção. Sou sem duvida a prioridade da minha própria vida. E os outro só são prioridade quando eu sou exactamente o mesmo para eles.

Não posso viver numa vida de engano e numa felicidade enganada que me quer roer, não posso deixar que olhem para mim como uma sofredora de um amor infernal, assombroso, que aparece e desaparece como um fantasma num castelo de bruxas. As bruxas estão lá e o fantasma também. No entanto o fantasma tende a transformar-se num sonho mau, que afinal já passou e raramente se vai repetir, chegando mesmo a extinguir-se. As bruxas não existem, mas acredito que as há, respeito-as com uma certa distancia, afinal são muito sofredoras, deixa-as ir, são propícias a fungos e coisas menos boas, ide e ride-vos lá do alto do céu rasgado de trovoadas e medos, que ouso em não ter.

No fundo todas as bruxas e princesas vivem num mundo encantado de estórias e a minha é mais uma, sou uma bruxa ou uma princesa  - dependendo do dia – que tem o mar forte de inverno como aliado e que aquela força me deu força para encarar que está comigo lado a lado ou quem ousa estar à minha frente, nunca descuidando os que vêm atrás de mim, armando se em vitimas ou bobos da corte.

Estamos na altura certa para reinar a paz sobre o meu adorado castelo e sobre a minha mente preciosa que de tudo faz para ser forte e feliz, sem que hajam prejuízos para outros – reis, rainhas, bobos, cavalos e ovelhas.





Depois… Nunca me dei ao trabalho de falar, de ouvir, muito menos de entender

11 02 2009

Fala-se em estar na cama com ou ir para  a cama com, neste caso falo eu. Perceba-se que estar na cama com é coisa que faço com alguem que vale muito a pena. Com o que sofri percebe-se que só faço as coisas com amor, e é real que sei que neste momento a pessoa que amo precisa de definir ou redifinir toda uma vida.

Mas na verdade cada encontro transforma-nos, em especial a minha maneira de pensar.

Ontem no fim dele se ir embora, pensei, porquê?

Porque é que no fundo, conseguimos com tanta habilidade dos dois, dar a volta à questão de não termos falado inicilamente de alguma coisa, que podia tornar as coisas menos boas.

Assim foi. Ou melhor o que se tornou menos bom, tornou-se em alguma coisa de fantastico, com uma angustia enorme que me deu, mas que ao mesmo tempo, percebi que  se falasse e não parasse iamos os dois dar a volta à questão. Demos voltas é certo, mas foram bem dadas. é dificil ter esta capacidade, se calhar nem eu prória nunca tive, não sei. Ele se calhar também nem pensou sobre isso. Será que noutra situação identica, com outra pessoa ia tentar dar a volta às coisas, ou ficava-se? Porque na busca do prazer, não há sentimentos, nem conversas. Quando há conversas e manifestações de sentimentos é que pode existir a preocupação de que cada vez que se está seja única… e maravilhosa… que valha sempre a pena… que nunca se esqueça cada promenor… dos fios de cabelo e dos corpos que se envolvem… como se fosse sempre a primeira vez, com um nervoso miudinho, que faz lembrar um certo estado de virgindade permanente, que é tão bom, sentido com este amor, que é o meu amor… ou melhor o nosso, acredito que no fundo me ames da mesma maneira que eu te amo, com um estado leve no coração e de aperto ao mesmo tempo, pelo medo (pelas diferenças, pelo futuro e tantas memórias vivas do passado).

Tudo ficou claro, contas feitas, emoções ao rubro e lá estavamos nós a dar a volta a todas as questões que se possam ser colocadas como menos boas, quando apareentemente só estamos na cama com alguem.

A diferença é tão simplesmente essa, não estamos na cama com…

Estamos com a pessoa, isso faz a diferença, e estamos com a pessoa que amamos, que vamos e estamos a fazer a amor, isso também faz a diferença. Percebi que se falasse do que não me tinha feito sentir tão bem, também seriamos capazes de não ficar quietos, e dariamos conserteza a volta à questão de maneira emq ue o prazer fosse não em dobro ou triplo, mas fosse o nosso prazer, o de dar e de ter… Só tendo a capacidade de amar é que se consegue dar a volta a tudo isto e amar ainda mais.

Jamais passadas tantas coisas que circularam e circulam entre nós, eu, mesmo eu, me daria ao trabalho, de ficar numa boa a olhar para ele e a falar, básicamente a ouvir. Ouvir o que ele sente. Tentando sempre percebê-lo e perceber-me, tendo o tempo como aliado, numa decisão que passa por uma vida, uma cominhão de uma vida.

Ontem vi o tempo como mediador, numa realaçõa que existe e que é boa, em que é esse mesmo tempo, que vai definir e mostrar tanto a um como a outro o que é bom para os dois. Aliás muito tempo tenho dado ao tempo para me mostrar isso mesmo.  

Nunca e jamais em tempo algum da minha vida me dei ao trabalho de compreender alguem, num fim de um acto sexual em si, muito menos de sentir que estavamos ali os dois a pensar com carinho um no outro e que assim iamos falando da vida (mesmo que tenha sido mais da dele, onde muita coisa e muita gente esteja implicada), em que há guardadores de cabras, que são especiais, e que usam sempre um cajado rijo, para não vergarem enquanto o tempo passa.

O cajado está lá,

mas o tempo pode desgastá-lo há que ter cuidado,

com o desgaste que o tempo dá ao cajado. 





Bocados de Nós…

3 02 2009
Um Pedaço Engraçado

Um Pedaço Engraçado

 

Quando te Olho

Quando te Olho

 

 

 

 

 

 

Enquanto me Olhas

Enquanto me Olhas

O Beijo - Aquele - O NOSSO

O Beijo - Aquele - O NOSSO

 

O Porto de Abrigo

O Porto de Abrigo





Amar-te é…

13 01 2009
 
 
Contemplar do cume a Razão das feridas…
O Verdadeiro Olhar

O Verdadeiro Olhar

…É notar nos olhos um Verdadeiro Olhar que nos olha…

 

…É Surpreender numas Mãos esse calor da perfeira Companhia.

 

 

Amar-te é tão simplesmente Sentir, o que sinto por ti,uma Paz no coração que nos une e nos deixa Felizes por pertencermos um ao outros, Eternamente, Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e nos leve para longe de Nós”. 





5 Meses

27 12 2008

Não existem palavras que consigam descrever o amor de cinco meses, a paixão que sinto, a vontade louca de viver estar vida com ele. Não há nada melhor do que tê-lo só para mim, não há nada melhor do que entendê-lo, e esperar sempre que ele precisa de tempo. Gosto tanto dele que me doi o coração de amar. Um Amor que vai ser para sempre verdadeiro.

Fomos jantar, fomos para o nosso puff, na casa mais amadad desta cidade. Fizems amor mais ums vez como nunca e como niguem consegue fazer.

Trocamos as supostas prendas de Natal como se o Nosso Dia fosse mais importante que o Natal. E assim foi…

…Quero te cada vez mais…

…e sim quero ser a mãe dos teus filhos.





Ana – Uma Estória

17 08 2008

 

Pelo amor que acredito que um dia brilhe e viage como uma estrela cadente, nesta minha vida confusa e pouco vitoriosa numa vida a dois.

Por uma noite de amor e por uma vida de desamores.

Hoje deixo-vos a estória da Ana e a dedico a todas as Anas da minha vida – que amo indondicionalmente.

“A Ana é uma mulher determinada, pelo menos tem sido até aos dias que correm. A vida tem sido generosa com ela até certo ponto. No entanto ao nível de relações vive sempre as paixões e os amores com muita intensidade. O que não lhe tem dado muitas facilidades na vida. Teve diversas paixões, assulapadas na adolescência, bem vividas, com dor, com intensidade. Essas paixões foram passageiras ou então muito platónicas. Teve um início de um mamoro, que acredita, ainda hoje ele gosta dela. Foi ela que acabou esse namoro porque não suportava o mal estar familiar que isso lhe dava. Ele nunca mais consegui refazer a sua vida. Hoje ela ainda pensa sobre isso, ele é boa pessoa, mas acabou sozinho e muito estragado. Depois, ainda no liceu passa por um namoro de 2 anos, com um grande amigo, diz ela hoje. Não houve sexo, houve uma ida para a faculdade, houve muito companheirismo. Ele com a vida refeita, ainda a trata tal e qual como a tratava quando namoravam, ela continua a achá-lo um miudo, como sempre achou, mas acha-o sem dúvida dos melhores amigos que teve e têm. Neste caso, também foi ela que acabou, e na altura ele ficou muito mal. Mas tudo se recompos. Passado algum tempo do segundo ano de estar na faculdade apaixono-se loucamente, um namoro de pouca dura, mas muito intenso, por ambos. Isso era claro. Ele aqui é que acabou. Ela ficou nitidamente na merda, fechou-se e fumou dias a fio, estava tão lixada. Um dia decidio que tudo passava, e nunca mais baixou a cabeça. E foi vê-la radiosa. Tornaram-se nos melhores amigos. Não era para mais eles tinham passado momentos excelentes e ela tinha descoberto o prazer fisico pela primeira vez. Foram momentos únicos, que nunca irá esquecer. No entanto, não tem saudades. Depois disso passaram uns anos, foram intensos de actividades sociais e muito trabalho.

Uma participação internacional em terras africanas fez desgraçar a vida de mais um. Uma pessoa sem dúvida especial, talvez por ser do país onde tiveram e por ter conseguido acabar uma relação de dependência muito grande. Foi um ano, ele gostava dela, mas ela já não tinha emoção, ele não lhe dizia muito, era muito sonhador, muito utópico. Ana começou a sair e a conhecer outras pessoas, ele não acompanhava. Enfim acabou, mais uma vez, ela. Hoje falam-se, e têm carinho e respeito um pelo outro, é bom. Ele, acabou o curso, e corre mundo, está ao serviço de uma congregação de padres, nunca mais teve ninguem, vive uma vida ao serviço de Deus. Ela arrepia-se de pensar que ele desistiu de ter filhos, ele defende que ama os sobrinhos incondicionalmente e que jamais vai querer voltar a ter alguem. A Ana custa-lhe, talvez se ela não tivesse aparecido na vida dele, ele ainda estivesse com a namorada da vida, que tinha à muitos anos, que dava a vida por ele. Coisa que a Ana nunca daria. No fundo ele parece feliz.

Foi com facilidade que cai nas manhas de um casamento de sonho, filhos e enfim dona de casa a viver para uma familia. Estavamos em 2001, Outubro, ela jamais consegue esqueçer uma tarde de Sabado, em que foi passear, com uma pessoa que conhecera com os novos amigos que tinha . Ele falou-lhe de amor. E apartir daí foram quase dois anos de vida em conjunto plena de satisfação um sonho muit real. Casamento marcado três vezes. Dois testes de gravidez – negativos. Começou a primeira traição, começou o primeiro abanão e foi quase mais um ano com: Violencia, medo, fome, nojo, doenças sexualmente transmissiveis, urgencias do hospital sozinha durante horas, uma amiga, policia, socorro…

Finalmente tudo isso foi à vida, ficou magra, só, mas muito calma. Seguiram-se agumas perseguições, alguns atropelos e empurrões, provocações. Ela não exitou, nunca mais o quiz ver na vida. Até hoje. Rezou sempre muito e hoje dá Graças a Deus de ter aprendio tanto sobre a vida e o amor… Diz que um dia fala só desta estória por ser tão marcante. Ele refez a vida, têm uma mulher extarordinária.

Desde sempre Ana defende as ex-namoradas, mulher, namoradas, e todas as de mais, que os seus repectivos gostam. Arendeu sempre a respeitá-las e admirá-las. Teve sempre certez que elas teriam coisas boas. efend incondicionalmente que as mulheres se deviam unir numa luta contra taições e faltas de respeito. Pelo menos a algumas. As boas postitutas não querem o marido ou namorado de ninguém, bom trabalho meninas. Não é femininismo, é uma questão de saber onde cada uma ocupa o seu lugar. Tem a ver com a posição.

No meio disto tudo e deste tempo, houve algumas ’cenas’, nada importantes ou tão importantes que passaram. Um dia conhece, no ginásio, o que viria ser o seu marido. Ele era lindo de brandar aos céus, tinha estilo. Com o tempo revelou-se, não era bem aquilo que ela admirava, mas no fundo a calma dele dava-lhe paz a ela. Namoro. Noivado, com festa a anel. Um casamento lindo. Um mês. E… derrepente a pessoa dcom quem tinha casado tansformou-se, era ele no seu melhor. Esqueçam. Uma separação passados 8 meses e 3 semanas.

E lá vai a Ana para um processo de divorcio, sinceramente, sem dó nem piedade.

Puta que pariu esta gaja. `

Tem quase 31 anos é feliz. Vive cada dia, vive momentos e vive acima de tudo de escolhas. Têm uma casa, dívidas, não têm a independência que quer, mas viaja o mais que pode, trabalha que nem uma doida. Estuda sempre e devia fazer muito mais do que faz. Fica doída com tantas coisas que deixa acumular.

Imaginei…

Está novamente apaixonada e desta vez por um homem, 4 anos mais novo, sente-se fundida num amor, estranho, muito platónico, com um sexo muito bom, cuidado, carinhoso. Cenas que duram à 4 semanas.

Têm dúvidas, não têm certezas e acumula uma situação que a começa a desagradar profundamente. Tem calma, apesar de a situação não ser compativel com os seus principios e valores. Com ele aprendeu a saber esperar, como as crianças, fica feliz quendo ele aparece e não quer saber de mais nada. Sabe cada vez mais ouvir. Sabe apreciar. Sente a saudade presente.

Sei que a Ana é uma mulher inteligente, perspicaz, cuidada, afectuosa, muito sonhadora com o conceito real de familia, vive intensamente e com o amor dos amigos, mas é sozinha.

E ao que parece, vai continuar sozinha, não consegue ter estabilidade emocional. Sente. Particularmente esta noite foi para um hotel, com o novo amor. Amor. Falaram de amor. Amor e mais amor. Mas no fundo ela derrepente lembrou-se que não é nada, que não pode estar bem com ele. Ele é lindo. Tem um cheiro tão bom. Mas ela não se sente segura. Continua a ter medo. Têm medo das doenças sexualmente transmissiveis. É verdade, relembra-se o pior ano da sua vida. E não deixa de sentir que a seguir a estarm ali, a fazer amor e mais amor, ele vai fazer exactamente o mesmo para outra cama com outra pessoa. Surge um angustia que aumenta porque o telemovel não dá sinal. Desde que sairam do hotel, ele nunca mais fez o favou de dizer que está bem. Afinal quem é ela. Boa é isso. Sente dor por ser a outra. `

A Ana já imaginou a vida dos dois, mas quando acorda são três. Acalma. 

A Ana sonha com um marido, sem dúvida, é como se nunca o tivesse tido. Sonha constantemente em ser mãe, em ter uma familia. Não é para já, Agora nem pensar. Não queria ter filhos já. Se tiver tanto melhor, mas não tendo, não têm. Sente que tem mais umas coisas para fazer. Talvez umas viagens, não sei.

Mas no fundo sente que o suposto amor lhe faz bem, já se imaginou com ele, em mais hotéis, na praia, nas férias, a ajudarem-se mutuamente, a ouvirem-se porque se há coisa que eles apreciam é ouvirem-se um ao outro. Ela sente-se feliz, só que quando fala em amor surge-lhe a angústia das camas e das mulheres. Nunca se interssou no passado dos outros, muito menos das pessoas com quem está, no entanto consegue perceber como o seu presente é afectado pelo presente dele. Procura muito lutar por eles.

A Ana pelo caracter que tem, não consegue esconder uma noite de prazer, de boas rizadas, bom vinho, o verão, o hotel. Aquelas almofadas que a ouviram quendo atinge o orgasmo são as mesmas quando se contém à espera que os dois possam atingir esse mesmo orgasmo. E fazem disso uma fusão de vida, de partilha e cumplicidade. Relembra as luzes com que conseguio ver os corpos nús que falam e se sentem.

No entanto começou a sofrer à medida que sente que ele e ela estão juntos, que ele e ela fazem amor, que ele e ela estão. Ele  – não sei se cobarde, se egoísta, sensível, prevenido, temido – admira a mulher que o acompanha à 8 anos. Ana, tÊm sido uma pessoa de coragem, porque admira muito a namorada do seu amante, pelo que ela deve ser e no fundo sofrer. Hoje, Ana sente-se muito solidária com ela, porque no fundo ele não a deixa ser feliz e passou 8 anos a admirá-la pela mulher que é, mas a enganá-la, sem lutar por nada, só a engana por noites trocadas em camas, carros e por aí, onde esteve com mulheres, mais perdidas ou mais achadas. Ninguem é perfeiro, ainda bem.

A Ana é sozinha, vai continuar a ser, aprecia o amor, e vai ver como a vida se vai desenrolar, mas com calma. A idade não lhe trás segurança, trás-lhe admiração, honestidade, sinceridade e gosto pelas coisas boas da vida. Vai lhe dar muito gozo observar muita coisa de perto.”

Esta é mais uma estória, desta vez, um bocadinho maior, e como lá dizem qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.





Uma Passagem

11 08 2008

Senti-me muito magoada ontem, triste, um domingo pra variar. Sonho com o dia em que tudo isto vai acabar, em que os sabados e os domingos vão ser uma fonte de prazer.

Nof momento em que me correram as lagrimas, muitas, já não chorava assim à muito, senti que a paixão tinha dado lugar a outros sentimentos, mas naquele momentos o sentimento era de raiva, ódio, tinham-me arrancado o coração, usaram-me, trairam-me, só ensava que que afinal fui sempre mais uma. 

Chorei, gritei, fumei, desesperei, foda-se, nã podia ser…

Tomei um banho, 500 kg a menos, senti-me mais leve, mas estava capaz de rebentar um bomba, porque no fundo o balde de água fria já tinha existido, na minha cabeça passavam palavras que diziam:

  • ele não gosta de mim da mesma forma que eu gosto
  • mais uma
  • como é que ele teve coragem de me enganar
  • eu sei que ele está com a namorada, eu sinto, e doi-me tanto
  • eu não acredito que estou assim por cauda dele
  • eu não estar assim

Estava completemente perdida, em sentimentos e atitudes, estava muito assustada, foi a primeira vez que tive realmente medo de o perder: não acredito, afinal tinha que pensar no que sentia, e facilmente descrevo que a paixã estava mais atenuada e sentia um sentimento mais solido, mas que no fundo fiquei sem certezas do que podia contar. Sinto muito mais vontade de estar com ele, de conversar, de senti-lo como uma força interior. O sentimento não é mau, foi o qu pensei, mas pode ser uma merda, se não é correspondido.

Quando me deitei, ainda estava aflita, sem sono, o que não podia acontecer, sem sinais dele, sem sinais, sentia-me muito magoda, fiz km por aquela pessoa, que não foi capaz de dar a volta por mim, pelo que diz que sente, isso ainda hoje me magoa. Mas sei que a vida vai mostrar-me o caminho, vou seguir os sinais, vou seguir o que sinto, vou fazer as coisas por mim, decididamente que pensei: “Sei bem qual é a minha posição”. Desde que nos envolvemos que essa posição não muda, talvez seja de retaguarda e não de linha de frente, eu ja estava a querer mais, estava simplesmene a exagerar no papel que estava a representar.

Acalmei, a pesar de tudo o que sinto, também sei, que a felicidade é o que me move, não vou jamais descuidar isso, não vou deixar de ser eu mesma. Não vou deixar de dar a volta à minha vida por causa de me sentir triste.

Hoje está um dia estranho, mas está tão estranho que fez-me voltar a mim e pensar que no fundo eu e ele não somos mais nada a não ser AMANTES. O que pode ser muito bom, mas exegeradamente mau. como eu já lhe disse, a vida gira à minha volta, e quendo estou com ele à nossa volta. É uma atitude muito egoísta, no fundo tenho vindo a correr os frutos conforme é a arvore.