Um ponto da situação…
Estive arduarmente, intensamente e atentamente a ler o que escrevi hoje – os dois posts anteriores – e achei que tenho muito mais para dizer.
Não do amor ou do tempo ou até mesmo do fingir da sociedade do seculo XXI.
Este local é feito de Estórias de um mulher – gaja – que reflete sobre aspectos da vida comum e quaotidiana e que de algum modo quer mudar uma parte de si.
O gostar muito de mim não implica que por outro lado exista coisas que detesto, mas este detestar passou a ser diferente quando os anos vão passando.
Hoje sinto uma felicidade imensa em estar a viver um grande amor, em que tudo o que são medos, afastamentos e vidas diferentes se demarcam. Mas hoje isso não me assusta, dou muito mais valor a uma relação sólida, que vale por momentos e se vá conquistando cada minuto.
Um dos sonhos que tenho é vê-lo mesmo feliz. Na vida no geral. Eu faço o que gosto, tenho muita gente gira no meu trabalho que me dá um prazer imenso viver, tenho crianças que vão dando a volta com todo o trabalho que é feito com elas, que me beijão e agarram com amor.
Tenho uma familia que acaba por ser mais do que cinco estrelas. Digo isto não por ser Natal, mas por sentir que é mesmo verdade.
Tenho amigos em todo o lado, que só não estou mais porque não faço tanto por isso, como devia.
É claro que tendo uma pessoa que amo, gostava que essa pessoa fosse tão feliz como eu, no sentido de se sentir bem com ele e com a vida que tem.
Se eu sou assim fiz muito por isso. No fundo penso, que esta nova relação que caminha para os cinco meses, é tão nova que têm muito para limar, há muito amor para fazer, muitas noites para se estar e muitas noites para não se estar. Dificil foi perceber que isso seria bom, hoje sei que isso é o melhor. Sei que não há desconfianças, não há segredos, há amor.
Confesso que o que há algumas vezes é um desejo de partilhar muito mais coisas, de fazer muito mais coisas e sinceramente nisso há uma dificuldade acrescida, que é atendermos às necessidades do outro e às nossas ao mesmo tempo. Penso que é dificil para os dois.
Também confesso que às vezes tenho medo que se crie um certo comodismo e que se ande por andar, peço-lhe muito que isso não aconteça, que se temos hipoteses de viver felizes, com ou sem o outro, que seja, mas sempre sem sacrificios, sem penas, peninha. No fundo temos sido muito amigos e isso não é alvo de pena. Vamos ser sempre. não podemos passar a mão por cima do amigo quando ele está mal ou menos correcto. Isso eu não gostava.
O maior gozo desta relação têm sido que temos momentos muito marcantes, muito bons. os momentos menos bons de cada um temos estado um para o outro, é facto que isso nunca encontrei em alguem. Por isso é facto que até hoje não penso em desitir com muita facilidade. Claro que para tudo tenho os meus limites e sou sincera qua às vezes o estar sozinha tem sido muito bom. Claro que outras vezes muito mau. Mas isso é um erro técnico de quem vive a pensar em alguem.
E que sonha que esse alguem seja feliz, de o fazer feliz, e o quanto ela o faz feliz. Um dia quando essa felicidade acabar. Acaba tudo. Quando o sufoco vier. A desconfiança. A prisão. Não há relações assim. Há gente que se mantem assim a achar que cultivam alguma felicidade (aparente) que no fundo é um estado pleno de angustia e de sacrificio.
Sacrificio, o amor verdadeiro é feito disso. E eu que sei, porque só agora estou disposta a isso. Talvez porque há uma relaçã mágica entre nós, que vai durar para sempre. e este sempre não é muito tempo é simplesmente sempre.
Gostava de lhe poder dar tempo, paz, alegria, tranquilidade, bons momentos, muitos mimos carinho, acima de tudo muita felicidade. Acreditem, ele merece muito, só precisa de se propor a isso.
Hoje acredito que o novo ano vêm-me removar, adoro o Natal, as festas da familia, que este ano vão ser ricas em amor, adoro presentear os maus amigos, adoro mudar de ano e começar tudo.
Deste ano levo muito, muito de bom e muito de extraordinário pela aprendizagem que me proporcionou – um ano verdadeiramente estontiante.
Tenho objectivos muitos comuns que vão começar a fazer parte do meu dia-a-dia, mas que nunca pensamos muito neles, não quero parar. Gostava mais de ajudar os que têm falta de amor e de momentos felizes, estes sim os verdadeiros pobres. Vou fazer tudo para estar mais proxima da paciência, da compreensão, do saber estar e esperar, do dar.
Há uma coisa que é digna de registo, o meu coração fica pequeno, quando ELE (o meu grande amor) jamais me faltou quando alguem muito especial partiu, e quando eu estive doente, foi tão bom saber que ELE esteve lá. Acreditem que raramente passou alguem assim por mim, alguns amigos e amigas, confessso. Mas alguem com quem se t~em uma relação poderosa, estar assim do meu lado, só ELE. Que se registe que este conforto de ternura e amor ninguem me tira. Tive sempre a sensação de ele me estar a dar sem pedir mais nada, e sei que é. Têm sido dos aspectos que mais provam que na vida temos uma pessoa, é por essa que devemos nunca não desistir.
Tenho aprendido, com o dito tempo que me pediste e que e também quero, que não nada que seja mais importante do que a espera e a paz. O que nem sempre é fácil. O amor por vezes é um desassossego do pior. Neste momento virei a página a tudo isso, e sinto que essa mudança leva-me a ver um amor como um estado, que pode durara vida toda. depende da espera, da paciencia, da compreensão e daqeuilo que o outro nos consegue dar, do conforto emocional que ele nos dá.
Que esta felicidade seja a porta aberta para o meu novo ano,
Que este amor duro o tempo necessário para se tornar inesquecivel.
E que a amizade, compreensão e sinceridade seja eterna.
E só assim se partilha uma vida.
Ah! Sinto-me Bonita isso ajuda.
Mas o Sol ajuda ainda mais.