Hoje parece-me um dia tão dificil, sinto-me sozinha…
Tenho muitos amigos, e não prescindo deles, nem ele de mim, todos sabemos que gosto muito da minha independência. Mas também todos sabemos que esta independecia é um excesso…
… excesso de perceber que no fundo não tenho ninguem que me pertença verdadeiramente
… tenho perfeita noção que a paixão pela qual vivo é diária, momentânea, nunca vou exigir mais nada para além de tudo o que me ele têm dado, que têm sido excelente.
… sinto que falta alguem que faça parte de mim – a cara metade que me falaram à uns dias? Não sei se será isso, talvez, mas continuo a achar que a minha vida teria outro sentido com um filho.
… sinto falta de algo que vem de dentro de mim, a quem posso amar incondicionalmente, que vou criar com liberdade, com gosto pela vida, pela liberdade de andar de mota sem capacete, de andar sem cinto de segurança, de montar a cavalo sem cela, de andar descalço na praia, de tomar banho de chuva, de se deitar nú, de não ter horas para se controlar, de poder dar beijos por dar, de ter prazer em tudo o que faz, de comer com as mãos, de andar descalço, de sentir o frio do mar à noite, de correr… um dia vou ter esse filho, e vou fazer de tudo para o criar como uma gaivota, perto do mar e com muita liberdade, só assim eu sei ele crescerá por perto e irá amadurecer longe mas saberá que estarei sempre para ele. 
… os filhos não se fazem sozinhos, aí está o que pode ser um problema, mas sei que os filhos se fazem com amor e com liberdade, talvez um dia um pai seja tudo, e no outro dia não seja nada, talvez seja injusto… mas gostava de dar seguimento à minha vida… faz-me todo o sentido.
Quem estiver aí a ler o que escrevo e a tentar perceber o que sinto, não se esqueça que não vale a pena ter medo. Eu não faço nada por fazer, eu sei que existem aspectos que devem ser moderados, prometo ter cuidado e discernimento. Mas eu sei que vocês, que tanto amo, nunca precisavam de apostar comigo que seria uma excelente mãe, afinal conhecem-me tão bem.