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Ana, continua a ser a estória de vida de alguem que se considera especial por excelencia que viveu um grande amor… mas que hoje ja nem ódio resta, todo o resto tornou-se muito mais importante…
” A Ana sabia, já o tinha dito e disse ao longo de meses que haviam momentos em que ele seria mais um… no fundo foi um… o unico em que a intensidade de uma relação se demarcou e levou a ‘entender o rumo que a vida me fez tomar…tento guardar o que é bom de guardar’. mmasi uma vez viveu uma ilusão de uma paixão (ou muito mais do que isso) que a transformou numa pessoa, também mais ponderada, mas que difinitivamente vê o parar como um enriquecimento pessoal de crecimento interior. Definitivamente a Ana precisa de ganhar força, as dificuldades sao mais do que muitas e presam-se muitas vezes com uma gestão de contas e dividas que nunca mais acabam, com tanto trabalho, quem nunca mais é pago, e com um ordenado que não chega para pagar tantas coisas. Uma filha, que deixou de existir, o sonho da Maria Clara, que se tornou numa dor de perda. No fundo Ana não se define como amargurada, atraiçoada ou quelquer coisa de ruim, como alguem tentou dizer, a ana não vive nem viveu nun inferno, vive numa vidaa real, em que aceita comida de toda a gente, ajudas de todo o lado, simplesmente porque paga duas casas emuitas águas, luzes e sei lá que mais, vive em função de uns pais que põe os bens materais acima doq ue se entende por amor. Sendo que o amor é tudo o que procura, na verdade nunca o teve. Sentiu, mas nunca o teve na sua plenitude. Os sonhos de uma vida transformaram-se em estórias, que recorda atraves da escrita e da pintura, das lagrimas e da dor de quem podia tudo. A felicidade que ninguem diria estar presente, tem sido a sua maior aliada. Aliada numa calamidade destas…”
Entenda-se, afinal o que é ser feliz e onde está essa felicidade?
Nunca um mestrado, um mercedes ou um trabalho em Londres fariam alguem feliz, se essa pessoa não o for. As contas vão-se pagar um dia, a dependência pelos outros é para o resto da vida, mas o murro na mesa da-se quando ouver segurança e necessidade de alguem perceber que a vida é muito mais do que dinheiro, que o amor está em nós e a felicidade pode ser um estado permenente, desde que que aceite com agrado e uma mais valia cada momento que os outros nos dão.
A perda faz parte de toda a vida e de todos os seres humanos, há quem perca pontos e há quem deixe passar penaltis, há quem perca falsos amores e deixe passar os sonhos, nao como oportunidades perdidas, mas por decisões mais acertadas e ajustadas à realidade. O sonho adiasse porque se sabe que se é capaz de muito mais.
Ontem tive aquele privilégio de estar com um ESPECIAL, alguém, com quem tinha estado à seis anos e estabelecido uma relação causal e pontual.
Acima de tudo aquele que sempre soube ser um amigo e que continuará a ser. É o mínimo. O máximo nunca sabemos. Se calhar por ele voltei a escrever, não por saber que ele vai ler, esta gaita toda, mas porque deu-me mesmo saudades daquela partilha boa, com o mundo ou com todos os que conseguiram ler este blog.
O JT é de certa forma ou até certo ponto uma pessoa interessante, porque me torna a mim mais interessante. Como?
Sempre falei muito com ele, pelo menos pessoalmente, alguma coisa por mensager, muito pouco por telefone, no entanto já não digo o mesmo por sms, nas últimas horas.
Sinceramente nunca percebi muito bem o que ele vê em mim ou quem ele vê em mim. Não percebi à seis anos e não percebi ontem, enfim isso não me preocupa de todo, no entanto a curiosidade ou o querer saber não deixar de mexer comigo.
Por falar em mexer, falaríamos se ele mexe comigo ou não. À seis anos atrás mexeu muito mais do que ele alguma vez imaginou, na altura pensei que alguma relação não seria o melhor (no entanto não deixei de fazer muita merda a seguir). Hoje de todo me é indiferente, quanto mais não seja porque sinto-o em mim, quando estou sete horas a falar com ele e para ele. No entanto, jamais me interessa saber o que sinto, claro, nesta altura prefiro nem sentir. Não tenho a mínima vontade de me envolver, nem com o Pai Natal ou o Coelhinho da Pascoa, muito menos com homens que pensam e emitem opiniões, sobre tudo, até sobre a bimbi ou aspiradores, cozinha, ou merdas que já não ligo nadinha, as coisas da casa sempre tiveram e terem acréscimos femininos
Às vezes penso que a capacidade dos homens de surpreenderem mulheres ficou nas peúgas quando as tiram. Não é que o JT não me consiga compreender, acredito que sim, nunca o fez, aí é o que me faz acreditar naquela amizade boa.
(tou a beber uma merda de um chá horrível)
Também não uma condição, a surpresa, eu também jamais o devo ter surpreendido, nunca o pretendi, mas posso-lhe oferecer flores. Nem sei se gostava, mas no fundo, nessas coisas faz-se tudo com carinho e temos certeza que os outros vão gostar tanto ou mais do que nós.
No fundo amei estar com ele, foi bom, não dormimos juntos, isso também foi bom. Definitivamente não consigo e no fundo quero manter o meu balanço pessoal, estabilidade emocional, nunca a tive, vou conquistá-la, agora não me restam dúvidas, quero muito estar sozinha e quero muito que me amem e me vejam e sintam como uma mulher que jamais vai querer noites e/ou sexo, não é nada disso, já foi, não é, não tenho qualquer vontade de haver sexo “normal” ou “anormal”, talvez especial, mas amor só acima de tudo, não quero mais: foder, sexo, curtes, casos ou o raio que parta, fiquei farta…
Amor… só…
Alguém que olhe por mim e para mim… na cama e fora dela…
Alguém que perceba que há uma dor em mim, que vai estar em mim sempre, da qual faz parte a minha estória.
Eu não quero mais que me vejam como “a melhor noite se sexo da minha vida” ou supermulher que só trabalha, viaja sozinha, sai à noite sozinha, come na cama, deixa a roupa pela casa tipo strip, não cozinha durante dias e deixa o pó acumular para se deixarem recados nos móveis, nada disso.
Já não é nada disso que me faz sentir feliz, o que me faz feliz é sentir que não vou á procura, é sentir que me respeitam, é sentir que sorriu, é sentir-me não na procura mas no encontro do maior sonho da minha vida, onde o sexo é dos anjos, o amor é ouro e os diamantes somo nós.