Nada para de crescer dentro de mim…
A raiva
O ódio
O desejo
Os filhos
A dor
O amor.
O amor de quem te sente
O amor de quem te espera
Que nunca mais venha o dia.
O dia em que não vais voltar.
Amo –te tanto,
Mas não mais do que a mim mesma,
Nem à minha vida.
Não a mais do que ao brilhos dos meus olhos
Não a mais do que ao doce dos meus lábios
E ao cheiro da minha pele.
Há um dia
O de à amanhã
Em que te vou amar
Mas nunca mais te vou querer
Nunca te quiz de verdade.
Só quis o amor que sinto
E que cresce
E que vai fazer de mim uma luz
Que vai brilhar cada vez mais.
Nunca vais poder olhar para este brilho,
Não me vais ver,
Vais cegar.
O teu amor levou-te a cegar,
Acabar contigo
Acabar com os que te rodeiam,
Com o nojo que metes
do cheiro que deitas
a merda e estrume que vem de dentro de ti,
Do teu coração que não existe,
Do teu eu que não é nada,
De um nojento que amo,
E que vou amar pela fraqueza humana,
Pela saudade que tenho de ti,
Do teu real,
Que só eu conheço.
Mas dispenso.