… Maria ou Manuel…
Com sete semanas…
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… Maria ou Manuel…
Com sete semanas…
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…contas feitas – ecografia – 7 semanas – 25 de Março – isso mesmo – estou grávida
um torbilhão de ideias e decisões passam na minha cabeça,
tudo flui
um bebé.
O que eu sempre quiz.
Ameaças de morte – completamente falsas – o pai desta criança nunca me vai aceitar, nemnunca vai querer um filho ou uma filha. A Maria ou o Manel estão a caminho – sinto uma felicidade imensa.
Não sei bem com quem a partilhar – As ameaças são uma constante, o desespero de quem não quer outra verdade e outra vida, de quem é nojento, de quem não ´capaz jamais de enfrentar o pai, a mãe e acima de tudo o Mundo, o social. Tudo isto porque o pai da Maria ou do Manel pensa que é gente e não passa de uma animal que ameaça que me mata se eu não tirar este bebé.
Não passa de mais um, mas na verdade de alguem que ainda hoje amo, mas jamais irei suportar para a minha vida, não vou permitir se quer que me fale.
não vou permitir jamais a ninguem de eu não ser eu mesma,
vou sempre querer o que é melhor para mim,
por muito que isso doa,
aos outros, à familia e ao social.
PI nunca mais vais ser o mesmo.
Um dia vais ver,
mas é tarde não podes voltar…
…nunca voltes…
…porque afinal ninguem te vai querer e esperar!
A minha vida transformou-se a uma velocidade relampago, como a de qualquer outra pessoa.
Contei os meses sagradamente, até sete.
Cheguei a contar os dias, as horas, os minutos e até mesmo os segundo…mas tudo mudou.
Sete fez a diferença em tudo e nada foi a mesma coisa.
Foram alguns momneto s bons, mas outros momentos foram muito maus. Na verdade o bom tranformou-se num amor que ainda hoje sinto, e que transporto dentro de mim, disposta a tudo.
Dezassete foi o dia, em que muito possivelmente, fizemos este filho, que trago dentro de mim, na certesa de dois teste de gravidez (feitos em casa) positivos.
Tudo mudou: a angustia, as crises de ansiedade, a violência, o teu desespero, a minha vontade, o amor, o ódio, a tristeza, a alegria, a vontade. Simplemnte tudo.
Mudou tanto que a minha calma fez com que ponderasse muito no que na realidade quero, na minha felicidade plena, no trato que tive, no olhar do mundo, no ar que respiro.
A vontade de viver com esta criança que cresce dentro de mim, cresce a cada milimetro que o meu bebé também cresce. Cresce com dúvidas da melhor decisão, mas com certezas doq ue se deve ou não fazer.
tudo mudou porque tão simplesmente estou grávida, de um amor, que é o meu, que sinto por aquele que vai ser pai deste bebé, mas que não o quer para nada, muito nemos para servir de estorvo a uma vida regada.
Regada por prazeres momentaneos e alcoolicos de pouca sanidade metal. de quem não consegue nunca ser feliz e fazer alguem feliz, de quem não assume quem é, de quem sempre teve medo de amar, mas que nunca soube o que é isso.
As Estórias que vos tenho contado tem sido, não de amor, mas de uma mulher que ama e que faz tudo para aceitar os desafios que se poe à sua frente, como tarefas arduas de vida ou de uma vida, que tem sido um grande desafio.
há um cansaço grande, mas uma força extrema, um filho a crescer dentro de nós, faz com que tudo mude, quem está conosco está quem não está estivesse, nada nme ninguem nos faz a minima falta.
Há uma força que luta, por não perder nada, por viver cada minuto, por acietar tão simplesmente o que Deus lhe deu. É Fantastico, ter o poder de decidir sobre a vida, sobre o rumo que se vai seguir, sobre o desistir ou investir.
passei uma vida toda a investir, em mim, num futuro que não sabia ser este, num sonho que tinha – o de ser mãe.
Agora, ou no dia 17 (de Fevereiro de 2009), esse sonho tornou-se realidade, e tudo mudou, e vamos virar a vida ao contrário, a cabeça de todos, o mundo, e a força cresce, mas antes disso tudo e todos se colocaram em causa.
NINGUEM PENSEI QUE DESISTO, nunca vou desistir de investir no meu amor próprio, na minha dignidade e no que quero para mim. VOU LUTAR COM TODAS AS FORÇAS, não vou perder um filho, só porque o quem o fez acha-o um estorvo, esqueça. O PAI vai ser sempre pai, mesmo não querendo a filha é dele – PI.
São cinco semanas a crescer dentro de mim
Nunca pensei em engravidar assim, mas nunca pensei em fazer um aborto, assim, em pressão, com chantagem, com medos, sem carinho ou afecto, sem amor, sem uma mão a ajudar, não me imagino numa clinica, como aquela ou a outra, me que desmancham-se vinculações de mães e filhos, desmancham-se afectos e laços que já se criaram dentro de nós. Afinal, sou mulher, tenho 31 anos e sozinha. Nada a temer, sempre e viver!
Estava aqui a pensar a volta que a minha vida tem dado. Uma paixão, que se torna num amor, que envaidece os protagonistas principais, E incómoda os que desta estória são personagens secundárias. Os sete meses foram marcados pela ousadia de quem não sabe o que quer e pelo sofrimento de quem vive a saudade intensamente, continuo assim à espera que venham mais meses, desta vez com uma angústia ainda maior de que não sabe o que está para vir, E de quem está para vir, de quem vai ser acrescentado neste estória, que papel terá, e como será acolhido. Acho que rezo a cada minuto para que tudo seja feito pela vontade e justiça de Deus, que me vai colocando os desafios mais marcantes de toda a minha vida. Desde à cinco/ seis anos para cá, vivo diáriamnete acontececimentos com uma intensidade que me devoradora. Neste coisa, que nunca foi relação, tudo mudou, passei os sete meses em casa a trabalhar e ele com a outra. Na verdae nunca percebi se voltaram, mas também não tem importância, ele não é pessoa para mim, nunca foi. Na verdade a caminho dos oito, mas tudo mudou…
(…)