Ana – Uma Estória

17 08 2008

 

Pelo amor que acredito que um dia brilhe e viage como uma estrela cadente, nesta minha vida confusa e pouco vitoriosa numa vida a dois.

Por uma noite de amor e por uma vida de desamores.

Hoje deixo-vos a estória da Ana e a dedico a todas as Anas da minha vida – que amo indondicionalmente.

“A Ana é uma mulher determinada, pelo menos tem sido até aos dias que correm. A vida tem sido generosa com ela até certo ponto. No entanto ao nível de relações vive sempre as paixões e os amores com muita intensidade. O que não lhe tem dado muitas facilidades na vida. Teve diversas paixões, assulapadas na adolescência, bem vividas, com dor, com intensidade. Essas paixões foram passageiras ou então muito platónicas. Teve um início de um mamoro, que acredita, ainda hoje ele gosta dela. Foi ela que acabou esse namoro porque não suportava o mal estar familiar que isso lhe dava. Ele nunca mais consegui refazer a sua vida. Hoje ela ainda pensa sobre isso, ele é boa pessoa, mas acabou sozinho e muito estragado. Depois, ainda no liceu passa por um namoro de 2 anos, com um grande amigo, diz ela hoje. Não houve sexo, houve uma ida para a faculdade, houve muito companheirismo. Ele com a vida refeita, ainda a trata tal e qual como a tratava quando namoravam, ela continua a achá-lo um miudo, como sempre achou, mas acha-o sem dúvida dos melhores amigos que teve e têm. Neste caso, também foi ela que acabou, e na altura ele ficou muito mal. Mas tudo se recompos. Passado algum tempo do segundo ano de estar na faculdade apaixono-se loucamente, um namoro de pouca dura, mas muito intenso, por ambos. Isso era claro. Ele aqui é que acabou. Ela ficou nitidamente na merda, fechou-se e fumou dias a fio, estava tão lixada. Um dia decidio que tudo passava, e nunca mais baixou a cabeça. E foi vê-la radiosa. Tornaram-se nos melhores amigos. Não era para mais eles tinham passado momentos excelentes e ela tinha descoberto o prazer fisico pela primeira vez. Foram momentos únicos, que nunca irá esquecer. No entanto, não tem saudades. Depois disso passaram uns anos, foram intensos de actividades sociais e muito trabalho.

Uma participação internacional em terras africanas fez desgraçar a vida de mais um. Uma pessoa sem dúvida especial, talvez por ser do país onde tiveram e por ter conseguido acabar uma relação de dependência muito grande. Foi um ano, ele gostava dela, mas ela já não tinha emoção, ele não lhe dizia muito, era muito sonhador, muito utópico. Ana começou a sair e a conhecer outras pessoas, ele não acompanhava. Enfim acabou, mais uma vez, ela. Hoje falam-se, e têm carinho e respeito um pelo outro, é bom. Ele, acabou o curso, e corre mundo, está ao serviço de uma congregação de padres, nunca mais teve ninguem, vive uma vida ao serviço de Deus. Ela arrepia-se de pensar que ele desistiu de ter filhos, ele defende que ama os sobrinhos incondicionalmente e que jamais vai querer voltar a ter alguem. A Ana custa-lhe, talvez se ela não tivesse aparecido na vida dele, ele ainda estivesse com a namorada da vida, que tinha à muitos anos, que dava a vida por ele. Coisa que a Ana nunca daria. No fundo ele parece feliz.

Foi com facilidade que cai nas manhas de um casamento de sonho, filhos e enfim dona de casa a viver para uma familia. Estavamos em 2001, Outubro, ela jamais consegue esqueçer uma tarde de Sabado, em que foi passear, com uma pessoa que conhecera com os novos amigos que tinha . Ele falou-lhe de amor. E apartir daí foram quase dois anos de vida em conjunto plena de satisfação um sonho muit real. Casamento marcado três vezes. Dois testes de gravidez – negativos. Começou a primeira traição, começou o primeiro abanão e foi quase mais um ano com: Violencia, medo, fome, nojo, doenças sexualmente transmissiveis, urgencias do hospital sozinha durante horas, uma amiga, policia, socorro…

Finalmente tudo isso foi à vida, ficou magra, só, mas muito calma. Seguiram-se agumas perseguições, alguns atropelos e empurrões, provocações. Ela não exitou, nunca mais o quiz ver na vida. Até hoje. Rezou sempre muito e hoje dá Graças a Deus de ter aprendio tanto sobre a vida e o amor… Diz que um dia fala só desta estória por ser tão marcante. Ele refez a vida, têm uma mulher extarordinária.

Desde sempre Ana defende as ex-namoradas, mulher, namoradas, e todas as de mais, que os seus repectivos gostam. Arendeu sempre a respeitá-las e admirá-las. Teve sempre certez que elas teriam coisas boas. efend incondicionalmente que as mulheres se deviam unir numa luta contra taições e faltas de respeito. Pelo menos a algumas. As boas postitutas não querem o marido ou namorado de ninguém, bom trabalho meninas. Não é femininismo, é uma questão de saber onde cada uma ocupa o seu lugar. Tem a ver com a posição.

No meio disto tudo e deste tempo, houve algumas ’cenas’, nada importantes ou tão importantes que passaram. Um dia conhece, no ginásio, o que viria ser o seu marido. Ele era lindo de brandar aos céus, tinha estilo. Com o tempo revelou-se, não era bem aquilo que ela admirava, mas no fundo a calma dele dava-lhe paz a ela. Namoro. Noivado, com festa a anel. Um casamento lindo. Um mês. E… derrepente a pessoa dcom quem tinha casado tansformou-se, era ele no seu melhor. Esqueçam. Uma separação passados 8 meses e 3 semanas.

E lá vai a Ana para um processo de divorcio, sinceramente, sem dó nem piedade.

Puta que pariu esta gaja. `

Tem quase 31 anos é feliz. Vive cada dia, vive momentos e vive acima de tudo de escolhas. Têm uma casa, dívidas, não têm a independência que quer, mas viaja o mais que pode, trabalha que nem uma doida. Estuda sempre e devia fazer muito mais do que faz. Fica doída com tantas coisas que deixa acumular.

Imaginei…

Está novamente apaixonada e desta vez por um homem, 4 anos mais novo, sente-se fundida num amor, estranho, muito platónico, com um sexo muito bom, cuidado, carinhoso. Cenas que duram à 4 semanas.

Têm dúvidas, não têm certezas e acumula uma situação que a começa a desagradar profundamente. Tem calma, apesar de a situação não ser compativel com os seus principios e valores. Com ele aprendeu a saber esperar, como as crianças, fica feliz quendo ele aparece e não quer saber de mais nada. Sabe cada vez mais ouvir. Sabe apreciar. Sente a saudade presente.

Sei que a Ana é uma mulher inteligente, perspicaz, cuidada, afectuosa, muito sonhadora com o conceito real de familia, vive intensamente e com o amor dos amigos, mas é sozinha.

E ao que parece, vai continuar sozinha, não consegue ter estabilidade emocional. Sente. Particularmente esta noite foi para um hotel, com o novo amor. Amor. Falaram de amor. Amor e mais amor. Mas no fundo ela derrepente lembrou-se que não é nada, que não pode estar bem com ele. Ele é lindo. Tem um cheiro tão bom. Mas ela não se sente segura. Continua a ter medo. Têm medo das doenças sexualmente transmissiveis. É verdade, relembra-se o pior ano da sua vida. E não deixa de sentir que a seguir a estarm ali, a fazer amor e mais amor, ele vai fazer exactamente o mesmo para outra cama com outra pessoa. Surge um angustia que aumenta porque o telemovel não dá sinal. Desde que sairam do hotel, ele nunca mais fez o favou de dizer que está bem. Afinal quem é ela. Boa é isso. Sente dor por ser a outra. `

A Ana já imaginou a vida dos dois, mas quando acorda são três. Acalma. 

A Ana sonha com um marido, sem dúvida, é como se nunca o tivesse tido. Sonha constantemente em ser mãe, em ter uma familia. Não é para já, Agora nem pensar. Não queria ter filhos já. Se tiver tanto melhor, mas não tendo, não têm. Sente que tem mais umas coisas para fazer. Talvez umas viagens, não sei.

Mas no fundo sente que o suposto amor lhe faz bem, já se imaginou com ele, em mais hotéis, na praia, nas férias, a ajudarem-se mutuamente, a ouvirem-se porque se há coisa que eles apreciam é ouvirem-se um ao outro. Ela sente-se feliz, só que quando fala em amor surge-lhe a angústia das camas e das mulheres. Nunca se interssou no passado dos outros, muito menos das pessoas com quem está, no entanto consegue perceber como o seu presente é afectado pelo presente dele. Procura muito lutar por eles.

A Ana pelo caracter que tem, não consegue esconder uma noite de prazer, de boas rizadas, bom vinho, o verão, o hotel. Aquelas almofadas que a ouviram quendo atinge o orgasmo são as mesmas quando se contém à espera que os dois possam atingir esse mesmo orgasmo. E fazem disso uma fusão de vida, de partilha e cumplicidade. Relembra as luzes com que conseguio ver os corpos nús que falam e se sentem.

No entanto começou a sofrer à medida que sente que ele e ela estão juntos, que ele e ela fazem amor, que ele e ela estão. Ele  – não sei se cobarde, se egoísta, sensível, prevenido, temido – admira a mulher que o acompanha à 8 anos. Ana, tÊm sido uma pessoa de coragem, porque admira muito a namorada do seu amante, pelo que ela deve ser e no fundo sofrer. Hoje, Ana sente-se muito solidária com ela, porque no fundo ele não a deixa ser feliz e passou 8 anos a admirá-la pela mulher que é, mas a enganá-la, sem lutar por nada, só a engana por noites trocadas em camas, carros e por aí, onde esteve com mulheres, mais perdidas ou mais achadas. Ninguem é perfeiro, ainda bem.

A Ana é sozinha, vai continuar a ser, aprecia o amor, e vai ver como a vida se vai desenrolar, mas com calma. A idade não lhe trás segurança, trás-lhe admiração, honestidade, sinceridade e gosto pelas coisas boas da vida. Vai lhe dar muito gozo observar muita coisa de perto.”

Esta é mais uma estória, desta vez, um bocadinho maior, e como lá dizem qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.