Nesta vida que tenho tido, sou preocupada com uma série e coisas, de entre as quais está a minha saude sexual e reprodutora (um dia irá fazer falta).
Esta noite, quando cheguei a casa tinha sangue, outra vez não…
Fiquei preocupada, até parece que sentia dores. Começei a pensar no passado…
… deitei-me, enrolada sobre mim, e fiquei à espera que mais sangue viessa, não veio.
Ainda bem.
Falo com muita naturalidade das coisas e na possivel perda de uma morula (futuro feto), que no fundo havia de ter sido consebida à dias, mas a unica coisa que me veio a cabeça, na altura, foi aperda daquele bebé, que tinha 4 semanas e que não era nada desejado. Quando foi essa perda começou a ser desejado, mas no fundo não havia bebé, já tinha saido de dentro de mim, com umas dores horriveis, com uma sensação de que o sangue nunca mais ia parar, que ia rebentar como uma bolha enorme. Que filme tão real que vivi tão de perto à uns anos atrás, na altura dei Graças a algo muito divino, de ter sido como foi. O suposto pai nunca soube, e hoje sabe uma pessoa ou outra porque me escapa e porque sou muito natural nesse processo, ninguem chega a perceber com quem foi, nem como foi, só que foi e que estou bem.
Hoje não, foi diferente, sei que este bebé não era desejadado e também sabia que começei a tomar a pilula dois dias depois da data, coisa que a médica já tinha dito que não havia stress e que não conseguiria engravidar com uma coisa dessas, eventualmente podia perder sangue nesse dias seguintes ou semanas, nada de extraordinário. Mas no fundo confesso que quando me deitei, só pensava que não iria perder mais um bebé, enroei-me como se ele não me fosse escapar. Não dormi nada bem, às sete ainda estava acordada, mas não havia mais sangue e o que houve não foi de perda de nada, foi o meu organismo que é surpreendente que teve que descarregar algo que tinha a mais que faz parte desta condição feminima de sermos modernas e controladas a toda hora, não pelo que sentimos, mas pelos comprimidos que tomamos.
Acordei bem e lá pensei que um dia vou ser mãe, mas o pai vai ser aquele ser humano que vai-me cantar ao ouvido e dar-me beijos na hora do parto como nem ele próprio um dia imaginou, vai ser o homem mais feliz do mundo porque vai amdurecer comigo um fruto que ambos desejamos e que acolhemos no nosso leito com a nossa cumplicidade e com o nosso attachment.
O à vontade com que lhe falei disto, assustou-o, afinal estava a falar tão segura de mim, como se ele soubesse tudo o que penso Passou-me pela cabeça que ele pensasse que sou louca e fizesse tudo para engravidar de alguem, que se vê com óculos escuros e sem lentes de contacto, que não está preparado para ser pai. Calma esse à vontade veio pela minha estória e não tem nada a ver connosco, sei que não seria uma boa altura para ter filhos, vou ter uma grande batalha pela frente e algo muito importante para conquistar. Depois sim, com calma, o pai do meu filho vai lá estar à minha espera, aliás à nossa espera.
O que se apoderou de mim foi o medo, mas que com calma, percebi que não tinha razão de ser.









